

A Associação dos Professores Universitários do Recôncavo (APUR) vem a público manifestar nosso repúdio em decorrência dos atos de perseguição pública e moral, acompanhada de machismo e misoginia que vem ocorrendo de forma sistematizada em direção a uma de nossas associadas, no município de Amargosa, Bahia.
É necessário não ceder diante das investidas em desvalorizar mulheres e outros grupos sociais e, ainda mais, não é possível naturalizar a exposição pública, depreciativa e desqualificante de nossas professoras, que deslegitimam e questionam a atuação das mulheres no espaço da política.
Bem sabemos sobre as tecnologias utilizadas para ferir a imagem, a dignidade e autonomia das mulheres, normalizando o expediente histórico de que mulheres que ocupam ou participam da esfera pública podem ser constrangidas, perseguidas e/ou desumanizadas. Em uma sociedade marcada por índices de violência contra as mulheres, sobretudo, aquelas que se dispõe a ocupar cargos públicos, repudiamos os ataques políticos que revelam a misoginia das estratégias que afastam as mulheres dos locais institucionais de poder.
Defenderemos os direitos de nossas professoras e associadas, seja no âmbito público ou jurídico, e também, diante a averiguação dos fatos de violência política não recuaremos!
A APUR reafirma seu compromisso na luta pela vida e integridade das mulheres. Reafirma, igualmente, que nenhuma mulher seja submetida à lógica da exposição pública do constrangimento.
E combateremos a naturalização da misoginia e da violência política de gênero nos espaços de debate público. Machistas e misóginos não passarão! Em defesa de todas as mulheres!










































