

O Ministério Público da Bahia (MPBA) recomendou a suspensão imediata dos contratos do São João 2026 de Itarantim após identificar indícios de superfaturamento nos cachês de artistas contratados para os festejos juninos do município.
A recomendação foi assinada nesta quinta-feira (7) pela promotora Maria Imaculada Jued Moysés Paloschi e cita nomes como Pablo, Neto Brito, Targino Gondim, Eduardinho dos Teclados e Pipoco do Trovão.
Segundo o MPBA, os valores registrados no Portal Nacional de Contratações Públicas estariam acima da média praticada em municípios baianos durante os festejos juninos de 2025. O caso que mais chamou atenção foi o de Eduardinho dos Teclados, contratado por R$ 200 mil em Itarantim, enquanto a média estadual seria de cerca de R$ 5 mil por apresentação, diferença superior a 3.900%.
Outro contrato questionado é o do cantor Pablo, que teria cachê firmado em R$ 700 mil, valor aproximadamente 31% acima da média identificada pelo Painel de Transparência dos Festejos Juninos do MPBA.
O Ministério Público também solicitou cópias integrais dos processos de contratação, justificativas técnicas dos cachês e comprovação de que o município não enfrenta atraso salarial, calamidade pública ou necessidade de suplementação orçamentária para custear o evento.
A Prefeitura de Itarantim terá cinco dias úteis para informar se irá cumprir as recomendações do MPBA.









































