Delegado faz alerta para riscos de “novelas de frutas” geradas por IA nas redes sociais

O novo fenômeno viral nas redes sociais, conhecido como “novelas de frutas”, está no meio de uma polêmica. Vídeos gerados por Inteligência Artificial (IA) que utilizam animações de frutas coloridas estão sendo denunciados por exibir conteúdo sexualizado, cenas de traição e agressão, sem qualquer restrição de idade nas plataformas.

O delegado Paulo Mavignier, da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), utilizou suas redes sociais para criticar a disseminação desse material. Segundo o oficial, o conteúdo utiliza uma estética aparentemente inocente e infantil para camuflar comportamentos eróticos e violentos que podem ser prejudiciais ao desenvolvimento de crianças.

“O que começa como só meme vira conteúdo que erotiza frutas para chamar atenção. Crianças pequenas absorvem essa hipersexualização sem filtro. O algoritmo normaliza desde cedo o uso do corpo de forma sexualizada, mesmo que seja em desenho”, afirmou o delegado.

Riscos da hipersexualização

A denúncia ressaltou que as animações frequentemente apresentam frutas personificadas com roupas curtas, poses provocantes e roteiros que simulam situações de infidelidade conjugal. Por serem gerados por IA e categorizados como “memes”, esses vídeos muitas vezes burlam os filtros de segurança das redes sociais, alcançando o público infantil de forma massiva através de algoritmos de recomendação.

Mavignier destacou que essa exposição precoce molda a visão de sexualidade das crianças de forma distorcida. O delegado alertou ainda que o consumo desses vídeos pode incentivar a hipersexualização infantil, uma vez que a estética lúdica das frutas facilita a aceitação de comportamentos adultos por menores de idade.

Diante do crescimento das “novelas de frutas”, a orientação do delegado é para que pais e responsáveis monitorem o uso de telas de forma mais rigorosa e minuciosa. Ele recomendou verificar o histórico de vídeos assistidos pelos filhos, reduzir o período de exposição a redes sociais sem supervisão, reportar conteúdos inadequados diretamente nas plataformas para ajudar na remoção e conversar com as crianças sobre o que elas veem na internet para desenvolver um senso crítico. Fonte: Correio

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