CPI do INSS quebra sigilo bancário do filho de Lula após votação tumultuada

A CPI mista do INSS aprovou nesta quinta-feira (26) a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A decisão provocou reação imediata de parlamentares governistas e resultou em uma confusão durante a sessão. Deputados se aproximaram da mesa para protestar contra o resultado, o que levou a empurra-empurra e registros de agressões físicas. Alguns parlamentares precisaram ser separados para evitar que o embate aumentasse.

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) pediu a anulação do resultado, alegando que houve “contraste” na contagem dos votos. “No momento da votação tem um contraste. A imprensa tem essas imagens, a secretaria da Casa tem as imagens. O resultado da votação foi 14 a 7. TV Senado mostra isso. O regimento é claro no sentido de que o contraste da votação simbólica se dá entre a maioria e minoria dos presentes”, afirmou.

Ele ainda defendeu a anulação da decisão e alertou para possíveis medidas caso o pedido não fosse atendido. “Eu requeiro que anule o resultado por erro na contagem e anuncie o resultado verdadeiro. Não havendo esse entendimento, vamos interpretar como uma ação do senhor para fraudar o resultado da votação… E faremos uma representação no Conselho de Ética por decisão de fraudar o resultado”, completou.

Além da medida contra Lulinha, a comissão aprovou a convocação de Gustavo Gaspar, ex-assessor do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e de Augusto Ferreira Lima, ex-CEO do Banco Master. Também foram autorizados outros requerimentos relacionados ao Banco Master, incluindo a quebra de sigilo bancário e fiscal da empresa. Fonte: Correio

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