

O último sábado foi de grande tensão em Israel, após o grupo extremista islâmico armado Hamas iniciar um ataque surpresa principalmente na parte sul do país. Militares afirmaram que “vários terroristas infiltraram-se no território israelita a partir da Faixa de Gaza”. A apenas 50km dali está Lucas Salinas, meia brasileiro que atua pelo Ashdod, clube de futebol local.
– Eu e minha equipe estávamos concentrados. Teríamos um jogo no Norte. Mas seis da manhã começaram os ataques. Tivemos uma reunião e nos explicaram que a partida estava cancelada e nos deram uma escolha: ou a gente ficava no hotel ou voltava para Ashdod. E todos escolheram voltar. E agora estou em um apartamento de um amigo colombiano com outro brasileiro. Eu moro sozinho, mas resolvemos ficar juntos neste momento complicado, até para um ajudar ao outro. Aqui tem bunker, temos comida. Temos a proteção necessária para aguentar este momento – diz o brasileiro.
Até o momento, os serviços de emergência já confirmaram que pelo menos 532 pessoas morreram, sendo 300 em Israel e 232 na Faixa de Gaza. Apesar da proximidade de Ashdod com o foco dos ataques, Lucas Salinas explica o motivo de ter voltado para casa ao invés de tentar sair de Israel.
– É muito perto. Mas é a cidade em que a gente vive, onde conhecemos as coisas. Então, escolhemos ficar aqui. Foi bem tenso no ônibus. Conseguíamos ver os mísseis sendo interceptados. Muita polícia também. Muitas barragens. Mas deu tudo certo e conseguimos chegar aqui no apartamento. Nos ofereceram caso queiramos sair de Israel. O problema são os voos. Tenho amigos estrangeiros que estão o dia todo buscando voos para qualquer lugar. Mas estão sendo todos cancelados.
O atleta de 27 anos, que já atuou também em Portugal e na Bulgária, fez a opção de aguardar os primeiros dias para saber como a situação vai se desenrolar no país. Salinas afirma, no entanto, que “se tiver a disponibilidade de conseguir um voo para a Europa ou para o Brasil”, ele gostaria de ir.
Outro brasileiro que atua na primeira divisão do futebol de Israel é o atacante Felipe Santos, do Hapoel Haifa. Recém-chegado no país e em Haifa, a 172km da Faixa de Gaza, o jogador de 26 anos diz viver um sonho e procura manter a calma com a família.
– Estou com minha esposa, meu filho de três anos e minha avó. A maior preocupação foi com eles. Mas estamos bem e em segurança na nossa casa. O alerta é que não devemos sair de casa e nem abrir a porta para ninguém, pois não sabemos de onde vem o ataque. Já tinha visitado Israel algumas vezes. Era meu sonho jogar no país e morar em Israel. Quando recebi a proposta, conversei com minha esposa. Já sabíamos que isso acontece em Israel. É triste, estamos preocupados sim, mas não fomos pegos desprevenidos – ressalta Felipe Silva. Fonte: GE











































