Mundo da Luta #138: Cris Cyborg defende lutas contra youtubers

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Mundo da Luta #138 recebe nesta semana a lenda do MMA Cris Cyborg, que defende o cinturão peso-pena do Bellator nesta sexta-feira contra a americana Leslie Smith.

Na entrevista com os jornalistas Marcelo Russio, Adriano Albuquerque e Ana Hissa, a campeã falou de suas expectativas para a revanche contra Smith, da felicidade em ter uma divisão bem estruturada dos penas no Bellator e sobre sua motivação na continuidade da carreira.

A parte mais surpreendente do papo, porém, talvez tenha sido quando Cris comentou os desafios feitos pelos irmãos Jake e Logan Paul, influenciadores digitais famosos no Youtube, no boxe. Diferentemente de muitos de seus colegas, a campeã viu um lado positivo nisso: acredita que os altos valores envolvidos nessas lutas podem mostrar aos lutadores profissionais que podem exigir melhores bolsas.

 Eu acho que não é um lado ruim isso. Se você vir o valor que esse cara ganhou nessa luta, os atletas tem que parar pra pensar: “Eu estou recebendo o pagamento que era para eu receber mesmo? Se o cara que veio do Youtube recebe mais do que eu, que faço isso profissionalmente há anos?” Isso é um choque pra galera. Tem gente que pergunta se o Paul vai lutar no UFC um dia; ele vai pensar, será que ele vai receber o mesmo dinheiro, será que o UFC vai pagar? Não vai! O UFC está mandando embora toda a galera que ganha um dinheiro a mais. Está ficando só a galera novata, que o salário é baixo. É bom, porque vai chocar um pouquinho os atletas, vão começar a acordar – afirma Cyborg.

Falando em UFC, lá se vão quase dois anos desde que a curitibana trocou a organização pelo Bellator. Desde então, já foram duas vitórias: a conquista do cinturão ao vencer Julia Budd e a defesa do título contra Arlene Blencowe. Passando por Leslie Smith, Cris já tem à sua espera Cat Zingano, e a campeã está feliz em ter uma divisão peso-pena bem estruturada ao seu redor.

– Uma coisa engraçada que ninguém sabe é que, quando estava no UFC, eu sempre ficava brigando, “Vocês tem que assinar essas meninas!” Aí o Bellator ia lá e assinava com essa menina. Até mandei mensagem um dia para o Scott (Coker, CEO da organização) brincando: “Scott, dá pra você parar de assinar as meninas da minha categoria?” Estou tão feliz de estar no Bellator porque não preciso esperar uma menina baixar ou subir de peso pra lutar comigo, não preciso esperar um ano pra lutar, tenho várias meninas, e elas estão lutando entre si. Sempre acreditei nessa categoria. Me motiva todos os dias, porque tenho pessoas para lutar.

Fonte: Globo Esporte

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