Bahia registra 170 casos de influenza H3N2; maioria dos casos está em Salvador

O Estado da Bahia registrou, até o momento, 170 casos de Síndrome Gripal (SG) com resultado positivo para Influenza A H3N2. De acordo com informações da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab), destes, 48 evoluíram para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e necessitam de hospitalização.

Mais cedo, a pasta informou o primeiro registro de morte por influenza A H3N2 no Estado – uma idosa de 80 anos, residente em Salvador. Atualmente, a capital baiana vive um surto de gripe, e nas últimas 24 horas foram registrados 38 novos casos da doença.

O município amanheceu nesta quinta-feira com 29 pacientes diagnosticados com Covid-19 ou gripe regulados, ou a serem regulados – a maioria deles com influenza H3N2.

Para conter o avanço do subtipo do influenzavirus, a prefeitura de Salvador suspenderá a vacinação contra a Covid-19 na próxima sexta-feira (17), para viabilizar um esforço concentrado de imunização, para todos os públicos, contra a doença.

Segundo a Sesab, além de Salvador, com 144 casos, também registraram ocorrências de H3N2 os municípios de Alagoinhas (1), Camaçari (1), Catu (3), Conceição do Jacuípe (1), Eunápolis (1), Feira de Santana (2), Gandu (1), Itabepi (2), Laje (1), Lauro de Freitas (2), Macajuba (1), Porto Seguro (1), Presidente Tancredo Neves (2), São Sebastião do Passé (5), Teolândia (1) e Vitória da Conquista (1).

“A predominância dos casos está aqui em Salvador, e temos alguns casos dos outros municípios também. Quatro casos são de munícipes de outros estados. Alertamos a população sobre os cuidados de prevenção e vacinação. A prevenção é a mesma que fazemos nos últimos dois anos de pandemia”, alertou a secretária Estadual da Saúde, Tereza Paim.

Em vídeo gravado pela assessoria da Sesab, Paim destaca que a Bahia recebeu, até o momento, 103 mil doses da vacina contra Influenza A – das quais 23 mil estão sendo referenciadas para os municípios que estão sendo vítimas de enchentes e alagamentos.

BNews procurou a pasta no início da manhã desta quinta-feira (16), para questionar se o Estado vem tomando providências no sentido de, por exemplo, reforçar a estrutura de assistência em unidades de pronto atendimento e gripários do interior do estado em virtude dos casos registrados da doença.

A reportagem também indagou se, com a aproximação das festas de final de ano, e a elevada transmissibilidade da H3N2, a gestão estadual cogitava reavaliar o atual limite de pessoas permitidas em eventos – sejam festas privadas, cerimônias de casamento ou formatura etc.

Por meio de nota, a Sesab defendeu que a forma mais eficaz de mitigar os efeitos do H2N3 é “aumentar a vacinação para influenza, higienizar as mãos e continuar usando máscara”. 

“Em relação ao ano de 2020, a cobertura, de acordo com o Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações, foi de 93,55%. Já em 2021, a cobertura de vacinação  é de 69,6%”, acrescentou. 

Fonte: BNews

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