A Bola Conecta’: Filme aborda cultura sob o olhar do futebol no Mês da Consciência Negra

Qual é o ponto de encontro entre futebol e cultura? Desde que foi oficializado na Inglaterra, em 1863, o esporte tem percorrido os mais diversos cantos do mundo, tocando a alma de cada indivíduo que o pratica. No Brasil, de Djalma Santos, Barbosa, Pelé, Garrincha, Jairzinho, Zico, Ronaldo, Romário, Baiaco, Apodi, Neymar e tantos outros, a modalidade talvez tenha encontrado sua essência mais ousada, despertando um sentimento tão apaixonante que até mesmo o menos “boleiro”, ou a menos “boleira”, dos brasileiros tem certeza ao afimar: futebol é cultura. É a partir dessa ideia que o projeto Gondwana Futebol & Cultura passa a exibir, neste sábado (20), às 20h, o curta-metragem “Gondwana, A Bola Conecta”, como mais um ato cultural e histórico do Mês da Consciência Negra.

Salvador foi escolhida, ao lado de Recife (PE), como um dos locais da produção do curta por ser a cidade mais negra fora da África. Em 2017, oito em cada 10 moradores da capital baiana se autodeclaravam pretos ou pardos, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE. Sendo assim, o projeto visa contar um pouco da história da cultura brasileira a partir de Salvador e Recife, sob a perspectiva do futebol. 

O termo escolhido, Gondwana, remete a tempos muito distantes, quando o mundo ainda era quase todo interligado. Gondwana era o nome dado ao continente que abarcava as áreas que hoje são África, América do Sul, Antártida, Índia e Austrália, há mais de 200 milhões de anos.

“Vamos falar dessa cultura, dessa gastronomia, dança, música, sociedade, por meio do futebol. Era um sonho meu ir para a Bahia, porque queria conhecer essa presença negra, ancestral, que tanto falavam para mim. Para a nossa surpresa, foi algo incrível culturamente falando. Vamos andar pela Barra, Candeal, Pelourinho, Rio Vermelho e Ribeira e se conectar com essas pessoas. Quando vamos para um baba na quadra do Rio Vermelho, do lado tem a praia, a casa de Yemanjá e uma casa de Acarajé. É essa conexão que pretendemos fazer”, contou Mônica Saraiva, diretora do curta, em entrevista ao Bahia Notícias.

Fonte: Bahia Notícias

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