Siglas do Centrão e PSDB são rivais em 12 estados

O Centrão, grupo que reúne PR, PRB, PP, DEM e Solidariedade, oficializou nesta quinta-feira o apoio à pré-candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) à Presidência, encerrando uma negociação que durou meses. A aliança, com dez legendas no total, dará ao tucano o maior tempo de televisão no horário eleitoral, mas ainda deixou pendente a escolha de um vice na chapa após a recusa do empresário Josué Gomes da Silva (PR).

Alckmin terá, porém, de administrar conflitos em ao menos doze estados onde partidos do bloco rivalizam com o PSDB ou com siglas que já apoiavam o pré-candidato tucano (PSD, PTB, PPS e PV) em campanhas regionais. Estagnado com 7% nas intenções de voto, o pré-candidato terá de conciliar palanques importantes para alavancar sua campanha, como o caso de Minas, segundo maior colégio eleitoral do país.

Em sete estados, os tucanos são adversários diretos de pré-candidatos do DEM, por exemplo. A divergência em Goiás pode derrubar da posição o coordenador político da campanha de Alckmin, o ex-governador Marconi Perillo. Ele apoia a reeleição do sucessor, José Eliton (PSDB), que tem como principal adversário o senador Ronaldo Caiado (DEM).

Em Minas, onde os tucanos lançaram o senador Antonio Anastasia ao governo, o DEM insiste em manter a candidatura do deputado Rodrigo Pacheco. Ainda nesta quinta, deputados do Centrão procuraram a campanha tucana para pedir interferência na disputa entre os dois. Segundo um dos parlamentares do bloco, por influência do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), Pacheco se recusa a abrir mão da candidatura, o que tem atrasado a formação da chapa.

A situação teria complicado depois que Anastasia escolheu o deputado Marcos Montes (PSD-MG) como vice. Parlamentares temem não se reeleger por causa do racha. Questionado sobre como resolveria esse tipo de entrave, Alckmin contemporizou. “Cada um tem sua singularidade, onde puder juntar todo mundo, estamos fazendo um esforço.”

Terceiro maior colégio eleitoral, o Rio também tem um imbróglio entre os partidos. No estado, dois aliados devem ter candidatos próprios ao governo: o DEM, com Eduardo Paes, que anunciou a candidatura na quinta, e o PSD, que deve lançar Indio da Costa. Nesse caso, os tucanos estudam ficar ao lado de Paes, mas com o consentimento do ministro Gilberto Kassab, dirigente do PSD, que não teria exigido apoio obrigatório ao nome do partido.

‘Conciliação’

No ato em Brasília, que selou o apoio do Centrão, Alckmin se posicionou no meio da mesa na qual estavam dirigentes de cada um dos partidos – todos eles citados em delação de executivos da Odebrecht ou alvos de investigação, incluindo o tucano. Comandante do PR, Valdemar Costa Neto – condenado no Mensalão – não participou do ato e foi representado pelo deputado Milton Monti (PR-SP).

Fonte: veja.com

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