Os desafios de um mergulho de caverna para os meninos da Tailândia

Uma das alternativas para a retirada dos 12 jovens e seu treinador preso em um complexo de cavernas na Tailândia é o mergulho. É a última opção cogitada pelas equipes de resgate, pelo menos por enquanto, devido à complexidade da operação ligada à inexperiência do grupo.

Se uma cavidade não for encontrada no teto da caverna, ou a drenagem da água não funcionar, os meninos terão de percorrer pelo menos 2 quilômetros com trechos estreitos e inundados, em um trajeto que demoraria até seis horas se feito por uma pessoa com técnica apurada de mergulho. Mesmo assim, o grupo começou a ser treinado para a possibilidade.

A operação, de acordo com mergulhadores especializados, é muito mais difícil que a modalidade tradicional no mar. No caso dos garotos, mais ainda, devido a questões do próprio local e limitações do time.

A começar pela idade – o mergulho em caverna só é autorizado a partir dos 18 anos, ou 15 anos com a autorização dos pais. Pelo menos quatro cursos, que vão além dos requisitos exigidos para o mergulho recreativo, precisam ser feitos para a modalidade.

“É uma coisa totalmente atípica. Não é um mergulho por esporte, é um resgate”, disse Gabriel Vieira Costa, que diz já ter feito mais de 500 mergulhos do tipo.

Soldados trabalham no resgate de grupo desaparecido na caverna Tham Luang, na Tailândia, nesta terça-feira (2)  (Foto: Royal Thai Navy / AFP)

Fonte: G1

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