Mãe pede cirurgia e prótese para filha que perdeu parte das pernas após casa pegar fogo

Aos 13 anos, Ana Paula dos Santos Novaes precisa de ajuda para ter uma vida, relativamente, normal. Moradora do povoado do Peru, em Barra da Estiva, na Chapada Diamantina, a adolescente perdeu parte das duas pernas e tem problemas nas mãos.  Ela precisa de uma cirurgia e uma prótese para não depender da ajuda de outras pessoas para as pequenas coisas do dia a dia.

Ao BNews, Edvanda Novaes, mãe da adolescente, contou que está com problemas de saúde e fica difícil ajudar a filha na rotina diária e a adolescente acaba precisando de ajuda das irmãs, uma de 15 e outra de 11: “Depende para tomar banho, pentear cabelo, levar para escola, para tudo”.

Edvanda explicou que o problema de saúde da filha começou quando ela tinha seis meses e a casa da família pegou fogo. “Minha casa não tinha banheiro, a gente tomava banho atrás da casa. Ela estava no quarto e eu fui tomar banho e deixei a vela acesa. Deu um vento, pegou na cortina e pegou fogo no quarto, na varanda, na sala e queimou tudo”.

A mãe contou que o fogo atingiu as pernas, barriga e mãos de Ana Paula: “A perna caiu, ela caminha de joelhos e as mãos também são todas emperradas”. A mulher explicou que, após o incêndio, a menina ficou internada no Hospital de Base de Vitória da Conquista e ficou na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por dois meses, mas, segundo a mãe,  os médicos não fizeram a cirurgia: “Não fez nada, ficou igual a cachorro sem dono. Essa menina está viva porque Deus é bom”.

Atualmente, Ana Paula é acompanhada no Martagão Gesteira, em Salvador, mas ela conta que tudo é muito complicado e a família não tem um diagnóstico preciso das necessidades médicas da adolescente: “Eles pedem um raio-X, minha mãe pede e  demora anos para chegar. E, quando leva no médico, ele diz que não é para ele e que tem que fazer outro raio-X”.

Com tantas dificuldades e falta de assistência, mãe e filha pedem ajuda para melhorar a qualidade de vida da adolescente para que ela possa ter uma vida minimamente normal.

Fonte: Bocão News

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