Ex-governador Beto Richa e mulher são presos no Paraná

O ex-governador Beto Richa (PSDB), preso na manhã desta terça-feira (Paulo Lisboa/Folhapress)

O ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) e a esposa, Fernanda Richa, foram presos na manhã desta terça-feira 11 pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), órgão do Ministério Público do Paraná (MP-PR). Richa é suspeito em um inquérito que apura fraudes no programa Patrulha do Campo, destinado à manutenção de estradas rurais no interior do estado.

Richa e Fernanda foram presos no apartamento do casal, em Curitiba, onde foram realizados simultaneamente dois mandados de busca e apreensão: um pelo Gaeco, outro pela Polícia Federal, que realiza também nesta terça a 53ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Operação Piloto. Richa é alvo das duas operações, que não têm ligação entre si, mas o mandado de prisão foi expedido pela Justiça Estadual. O ex-governador é candidato ao Senado pelo PSDB nas eleições de 2018.

Em maio, VEJA revelou que Nelson Leal Júnior, ex-diretor-geral do Departamento de Estradas e Rodagens (DER) do Paraná, estava detalhando um esquema de corrupção no Patrulha do Campo em seu acordo de delação premiada, implicando Richa, empreiteiras paranaenses e integrantes do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR).

Pela Lava Jato, foram presos Deonilson Roldo, ex-chefe de gabinete do Governo do Paraná na gestão do tucano, o empresário Jorge Theodócio Atherino, apontado como “operador financeiro do ex-governador”, e Tiago Correia Adriano Rocha, identificado pelo Ministério Público Federal (MPF) como “braço-direito de Jorge”.

Sobre a Piloto, a PF informa que a operação diz respeito à suspeitas de “suposto pagamento milionário, feito no ano de 2014, pelo Setor de Operações Estruturadas do grupo Odebrecht,  visando possível direcionamento do processo licitatório para investimento na duplicação, manutenção e operação da rodovia estadual PR-323 na modalidade parceria público-privada”.

Fonte: veja.com

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