‘Era o primeiro dia de trabalho’, diz mulher de ciclista morto atropelado

O pedreiro Evangelista dos Santos, 67 anos, já não fazia mais nada a pé ou de ônibus, preferia estar ao lado da sua bicicleta. Nesta terça-feira (24), quando morreu atropelado na Avenida Luis Eduardo Magalhães, por volta das 7h, nas imediações do viatudo de acesso à Avenida Paralela, voltava com sua caixa de ferramentas para começar um novo serviço. Até maio deste ano, foram registrados pela Transalvador 43 acidentes com ciclistas – dois morreram.

Embora fosse aposentado, Evangelista, de acordo com familiares, estava sempre ocupado fazendo bicos como pedreiro. Nesta terça, ele saiu de casa, na Travessa São João, em Pernambués, por volta das 6h, para buscar uma caixa de ferramentas no bairro do Alto do Cabrito. Ele já estava acostumado a percorrer longas distâncias, já que fazia parte de um grupo de ciclistas – neste caso, 26 quilômetros para ir e voltar.

Trajeto
Antes de sair, o pedreiro prometeu voltar para casa para tomar café com a esposa. Também prometeu chegar a tempo para uma caminhada, como costumava fazer ao lado da companheira, mas acabou desistindo da ideia. Ele estava retornando quando o acidente acontece

“Ele escovou os dentes, me olhou e pediu para que eu preparasse o café. É uma dor que eu não consigo explicar. Ele era um ótimo profissional, você precisava ver cada casa linda que ele construía”, lembra a dona de casa Laurinda dos Santos, 50.

Já nas proximidades do viadudto de acesso à Avenida Paralela, um veículo branco acabou colidindo com sua bicicleta. Evangelista morreu no local e seu corpo foi retirado da pista por volta das 9h30 por peritos do Instituto Médico Legal Nina Rodrigues (IMLNR). De acordo com familiares, o condutor do carro não parou para prestar socorro à vítima e fugiu do local. O ciclista estava de capacete e sua bicicleta tinha sinalização.

Fonte: Correio 24h

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