Efeito ‘corona’: álcool gel e máscaras acabam em farmácias de Feira de Santana

Nas prateleiras de algumas farmácias de Feira de Santana, a 100 quilômetros de Salvador, não há mais álcool em gel, nem máscaras. “Aumentou demais a procura. A gente repõe e acaba”, disse Denisia Marques, atendente de uma drogaria na Avenida Getúlio Vargas, no Centro. A busca cresceu depois que o primeiro caso de coronavírus na Bahia foi confirmado na cidade, na última sexta-feira (6). O registro de Covid-19 no estado é o primeiro do Nordeste e o quarto do Brasil. Já são 14 casos no país. 

Os itens mais procurados são justamente o álcool gel – aplicado para evitar transmissão do vírus de uma mão para outra, por exemplo –, as máscaras de proteção e vitamina C solúvel. No topo da lista, está o álcool gel, como afirmam funcionários de cinco farmácias da cidade ouvidos pelo CORREIO. Em três das cincos drogarias, o produto não é mais encontrado. 

Onde Denisia trabalha, logo depois da divulgação do primeiro caso de coronavírus na cidade em uma mulher de 34 anos, o estoque de álcool gel acabou. Foi preciso pedir à distribuidora que enviasse mais uma caixa. Cada uma tem, em média, 50 unidades.

“A procura já estava grande desde a semana passada. Mas, agora, claro, está muito maior”, contou ela.

A farmácia teve que, inclusive, reforçar o plantão de final de semana devido à movimentação de clientes. Foram chamadas cinco pessoas para complementar a equipe, formada por outros cinco funcionários. Também no Centro da cidade, a funcionária de outra drogaria disse que não há mais máscara de proteção.

“Tá zerado, já até pedimos mais, mas não chegou”, disse Carol Santos.

Nas prateleiras, “há pouquíssimas unidades de álcool”, informou. A Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) não divulgou balanço atualizado da doença no estado.

Primeiro caso de Coronavírus na Bahia 
A paciente com diagnóstico positivo de Coronavírus é uma mulher de 34 anos, moradora de Feira de Santana, que retornou da Itália no dia 25 de fevereiro, depois de passagens por Milão e Roma, onde aconteceu a contaminação.

Ela procurou o Hospital Cárdio Pulmonar, em Salvador, três dias depois de chegar à Bahia, confirmou o infectologista Alan Neves, do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar da unidade, ao CORREIO. 

A feirense infectada procurou atendimento na unidade de emergência com quadro de febre, dor muscular e dor de garganta. De acordo com o médico, na consulta, a paciente apresentou sintomas leves, sem sinais de gravidade, não tendo indicação de internação hospitalar. Ela foi orientada, recebeu alta para domicílio no mesmo dia e ficará em isolamento até a próxima segunda (9).

Segundo o secretário Fábio Vilas-Boas, “trata-se de um caso importado”.

“A paciente contaminou-se na Europa e veio manifestar os sintomas depois de ter chegado ao Brasil. Isso é diferente de haver uma contaminação interna no estado e, portanto, todas as medidas de contenção para garantir que não houve a contaminação de outras pessoas foram e estão sendo tomadas pela vigilância estadual, municipal e Núcleo Regional de Saúde Leste”, afirmou o secretário.

Fonte: Correio 24h

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