Disputa pela presidência da AL-BA antecipa 2022 e se transforma em confronto de Rui e ACM Neto

Apesar de a votação só ocorrer em fevereiro, há quem diga que o resultado que vai selar a presidência da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) para o próximo biênio vai ser sacramentado até este fim de semana. Contudo, a disputa descambou para ares eleitorais com vistas a 2022.

Conversas com deputados sondados pelo BNews apontam para um confronto velado entre a palavra de Rui Costa (PT) e a articulação de ACM Neto (DEM). Ou seja, movimentação de dois titãs da política baiana. 

Adolfo Menezes (PSD), candidato mais uma vez, se vale da verbalização de Rui. O próprio petista, em diversas entrevistas no período eleitoral, apontou para o cumprimento do acordo selado na governadoria em 2018. O PT, por exemplo, tem uma tendência de apoio a Menezes, não por achá-lo o melhor quadro, mas por confiar na palavra do acordo avalizado por Rui e por ter ciência de unidade de base. 

Alguns parlamentares acreditam que, se Adolfo for derrotado, essa conta não fica com ele e nem com o senador Otto Alencar, mas com o mandatário do Palácio de Ondina, cujas articulações feitas na mesa da governadoria passam a serem olhadas com desconfiança de cumprimento. Adolfo, única e exclusivamente, se vale dessas palavras, deixando de lado costuras mais intensas, pois crê na figura do governador para cumprir o prometido.

Niltinho (PP), que caiu de paraquedas já que o STF não permitiu a reeleição e atrapalhou os planos de Nelson Leal, fechou o apoio da oposição, ou seja, do grupo chefiado pelo ex-prefeito ACM Neto (DEM) e o atual prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM). Os democratas querem ver o circo pegar fogo na base de Rui para manter um espaço considerável no Legislativo baiano e, ainda por cima, emplacar uma derrota no colo do governador, bem debaixo do nariz dele. 

Por mais que outros nomes figurem em um virtual grupo de Leal, que chegam a apontar, por exemplo, Vitor Bonfim (PL) como carta ainda não jogada fora, seja qual for aquele que receba o apoio da oposição, terá o selo de candidato do grupo de ACM Neto/Bruno Reis, isso se um bate-chapa vier ocorrer.  

Há quem diga que o nome de Niltinho não sofreu resistência de Rui e, por isso, o governador chegou a declarar no fim do ano passado, em uma exclusiva ao BNews, que ainda não jogou a toalha por um acordo. Fato difícil, mas não impossível de acontecer até o início do próximo mês. Outro creem na tirada do pé do acelerador do petista, que não deve se envolver e isso beneficiaria João Leão no jogo. 

Quando o acordo é colocado em questão, o PP aponta não ter feito e muito menos Niltinho, o que, na justificativa de cardeais da sigla que só falam nos bastidores, não passou apenas da palavra de Leal na mesa, cujo entendimento dos demais se valeu pela composição geral partidária para pacificar toda a base. Para os mais próximos, Neto não esconde a vontade de impor uma derrota a Rui e isso se concretizaria com o esfacelamento do pacto.

Essa dicotomia quase aconteceu em 2017 na queda de braço que envolveu Marcelo Nilo (PSB) e Angelo Coronel (PSD), resolvida depois quando o socialista recuou e o bate-chapa no Plenário não ocorreu, fato diferente de agora. 

Fonte: BNews

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