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Antes da fama, Jotinha foi Zé Pequeno, candidato, cartola e tiete de Beto Barbosa

Volta e meia, estranhando o sotaque, alguém perguntava a Jacson Brasil qual cidade tinha nascido.  “Eu dizia Elísio Medrado, e já precisava emendar rápido, ali bem pertinho de Amargosa”, conta o jornalista, de 35 anos.

A referência emprestada, no entanto, só durou até meados desta década. Quando a voz aguda de Jotinha furou as cercanias das redes digitais, a cidade apêndice se coloriu no mapa. “A partir de meados de 2015, eu dizia: ‘sou de Elísio Medrado, a terra de Jotinha’. Todo mundo pelo menos já tinha ouvido falar”, relembra, orgulhoso.

Na última quinta-feira, José Luiz Almeida da Silva, o Jotinha, mais ilustre filho do município de pouco mais de oito mil habitantes, morreu vítima de complicações em decorrência da covid-19, aos 52 anos.

Em uma carreira meteórica, iniciada tardiamente, Jotinha angariou uma legião de fãs, tornou-se garoto-propaganda do Esporte Clube Bahia, ficou amigo de celebridades (como Anitta, Neymar e Ivete), além de ser um ponto de intersecção na diplomacia entre os adversários Rui Costa (PT) e ACM Neto (DEM).

Antes da fama, porém, a política só lhe trouxe desgosto. Nas eleições de 2012, em Elísio Medrado, foi candidato a vereador pelo município. Filiado ao PMDB, recebeu apenas 67 votos – foi o sétimo pior votado na abertura das urnas. À época, sequer era conhecido como Jotinha. Sua inscrição na chapa foi como Zé Pequeno.

 “Não tinha nada a ver com o filme Cidade de Deus. Era Zé Pequeno por conta do tamanho dele mesmo”, conta José Lapa Alves, o Dégo, amigo por 35 anos.

Fonte: Correio 24h

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