Amargosa: Prefeito processa vereadora por divulgação de Fake News

O prefeito de Amargosa, cidade localizada a cerca de 241km de Salvador, Júlio Pinheiro (PT), processou a vereadora Viviane Peixoto de Santana (PSDB), por supostamente divulgar informações falsas no Facebook, em meio à pandemia do novo coronavírus.

O protocolo foi validado na última segunda-feira (20), na comarca judicial da cidade. A ação acusa a vereadora de ter publicado informações mentirosas, e em tom calunioso, referentes a uma pesquisa de opinião pública, recém-contratada pela prefeitura, com o objetivo de avaliar o serviço de saúde municipal, e as medidas implementadas até o momento para combater o COVID-19.

A contratação da pesquisa foi publicada no Diário Oficial do dia 16 de Abril. No dia seguinte ao ato regimentar, a vereadora Viviane Peixoto, segundo a parte acusadora, postou em sua página na rede social um questionário falso, produzido por terceiros, sobre o cenário político da cidade. Ainda segundo o denunciante, a publicação insinuava que o levantamento a ser realizado pela prefeitura seria, na verdade, uma pesquisa eleitoral, afirmando que o prefeito estaria gastando o dinheiro da população para se autopromover.

“A pesquisa sequer foi iniciada, nem mesmo sendo discutidos e escolhidos os questionários a serem indagados aos entrevistados, só tendo sido iniciado o processo administrativo para sua possível realização, sem ao menos haver cumprido as etapas iniciais para seu devido processamento”, argumenta o advogado Alberto Marques Grandidier Neto.

Na peça, a defesa do prefeito alega, ainda, que a gestão municipal está tomando todas as medidas necessárias “para o combate e a prevenção do novo Coronavírus” e que enquanto toda a cidade está mobilizada para salvar vidas, e superar a pandemia, a vereadora está preocupada “em produzir mentiras e fake news” para difamar a imagem de Júlio Pinheiro.

Uma ação criminal também foi movida, por ter havido calúnia e difamação contra o prefeito. O texto solicitou a retirada do conteúdo calunioso e uma indenização por danos morais no valor de R$ 30 mil. Em caso de deferimento pela Justiça, a quantia será revertida em ações de combate à pandemia do novo corona vírus.

Procurada por nossa equipe de reportagem, a vereadora não respondeu ao nosso contato. Caso faça, a matéria será atualizada, trazendo seu posicionamento.

Fonte: Interior Baiano

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