38 anos depois, Flamengo vence o River Plate e volta a conquistar a Libertadores

(Foto: Luka Gonzales/AFP)

23 de novembro de 1981, um dia que ficou marcado na história de todos os torcedores do Flamengo. Ali, com dois gols de Zico, o rubro-negro batia o Cobreloa e erguia, pela 1ª vez, o troféu da Libertadores. 

23 de novembro de 2019. Exatamente 38 anos depois, o time carioca voltava a disputar a final da competição, após anos e anos de frustrações. Quase quatro décadas de espera foram tão longas que dividiam quem lembrava da conquista do título – e falava, animadamente, das façanhas do time mágico do Galinho e companhia – dos que não eram vivos ou eram muito pequenos para recordar. Agora, todas as gerações de flamenguistas podem dizer que sabem o que é ser campeão do cobiçado torneio continental.

Com Gabigol, Bruno Henrique, Arrascaeta e cia, o Flamengo de 2019 superou o River Plate, da Argentina, por 2×1 em Lima, no Peru, e levantou a Taça Libertadores pela segunda vez, neste sábado (23). E, como diria Galvão Bueno, foi um teste para cardíaco. A vitória só saiu nos acréscimos, de virada.

A jornada em campo começou frustrante. O Flamengo até iniciou atacando, mas não criava chances de perigo. Já o River mostrava seu poder de marcação – afinal, não era o atual campeão (e tetra no geral) por acaso. Com a postura de quem sabe o que é controlar os ânimos de uma decisão, o clube argentino viu Nacho Fernández cruzar fraco, na linha de fundo e, desatentos, Arão e Gerson deixarem a bola passar. Borré não: finalizou e abriu o placar, aos 14 minutos. 

O Flamengo sentiu o golpe. Irreconhecível, perdeu o domínio que sempre mostrou no Brasileirão e não fluía. 

Na ida aos vestiários, Jorge Jesus, certamente, deu bronca nos jogadores. E funcionou: o time voltou mais centrado, com a cabeça na partida. Passou a finalizar, fosse com  Bruno Henrique, Arrascaeta, Everton Ribeiro, Diego… Porém, por mais que algumas chances fossem muito boas, o gol não saía. E o cronômetro ia se aproximando dos 45 minutos da etapa final.

Quando tudo parecia difícil de mudar, a estrela de Gabigol brilhou. Aos 43, em um contra-ataque, Bruno Henrique encontrou Arrascaeta que, por sua vez, achou o camisa 9. Matador, empurrou para o fundo da rede e deixou tudo igual. Ali, a decisão iria para a prorrogação. Mas o atacante não queria isso. E, aos 46, aproveitou falha de Pinola, soltou uma bomba e garantiu o tão esperado bicampeonato.

O título deu ao Flamengo uma vaga no Mundial de Clubes, no Catar. A estreia será dia 17 de dezembro, contra o campeão da Ásia ou o Espérance, da Tunísia, no Estádio Khalifa, em Doha. Como diz a música que, incansavelmente, não para de ser cantada pelos flamenguistas: “agora seu povo pede o mundo de novo”.

Fonte: Correio 24h

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